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6 recomendações importantes sobre piolho na Creche

Por: Administrador

Publicado em 14/05/2019 às 03:13h

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É só começarmos a falar sobre piolho, que parece que a cabeça já começa a coçar, e o lugar preferido dos piolhos são as cabecinhas das crianças, porém adolescentes e adultos também não estão livres dessa infestação.
A pediculose é uma doença provocada pela infestação de Pediculus humanus capitis (piolho) e lêndeas (ovo do piolho) no couro cabeludo, um parasita comum que acomete preferencialmente as crianças em idade escolar.
Existe ainda a pediculose do corpo e a pediculose pubiana, porém nossa intenção nesta publicação será discorrer sobre a pediculose no couro cabeludo que acomete as crianças.
 
O Piolho:
 
É um inseto parasita, que se nutre do sangue humano extraído do couro cabeludo, é facilmente reconhecido como um bichinho preto, que fica andando na cabeça, ele não voa e não pula, entre os fios de cabelo.
O piolho adulto vive em torno de 48 horas quando está longe de um hospedeiro humano.
A fêmea vive em torno de 30 dias, e a fêmea é capaz de colocar até 300 ovos durante seu ciclo de vida. Esses ovos são chamados de lêndeas, são pontinhos brancos que ficam “grudados “ no cabelo.
Esses ovos eclodem entre 7 e 10 dias e a área mais comum é na região posterior da cabeça, atrás das orelhas e nuca.
 
Sintomas:
 
O sintoma clássico da Pediculose é o “prurido”, ou seja, a coceira no couro cabeludo.
A coceira é causada pelo mecanismo utilizado pelos insetos “chocados” para sugar o sangue do couro cabeludo, eles utilizam a saliva para expandir os vasos sanguíneos e evitar a coagulação do sangue, o que facilita sugar pequenas quantidades a cada hora.
Vale ressaltar que esse “mecanismo” desencadeador da coceira poderá levar de 4 até 6 semanas para acontecer depois da primeira infestação, por isso é importante a verificação semanal do couro cabeludo das crianças.
Às vezes, essa coceira é tão intensa que pode provocar feridas no couro cabeludo da criança, podendo ocasionar infeções secundárias na região, devido ao contato com outros microrganismos, como bactérias e fungos.
Também é comum o aparecimento de linfonodomegalia (ínguas) atrás das orelhas e nuca.
A crianças pode apresentar irritação e dificuldade de concentração nas atividades escolares, além de se sentir constrangida em compartilhar o seu problema.
 
Transmissão do piolho:
 
O piolho é transmitido principalmente das seguintes maneiras:
* Através do contato direto entre as pessoas infestadas
* Brincadeira entre as crianças
* Compartilhamento de artigos de uso pessoal como: toalhas de banho, lençóis de cama, pentes, escovas, presilhas de cabelo, bonés, chapéus, touca de cabelo.
 
Tratamento do piolho:
 
O tratamento deverá ser curativo, com o uso de medicamento tópico e preventivo, para ter certeza que o problema foi solucionado e evitar novas infestações.
Os medicamentos tópicos (pediculicidas) são vastos, e eficazes da destruição de piolhos e lêndeas.
Como podem ser adquiridos sem receita médica, é importante compreender que existem recomendações específicas para cada tipo de produto comercializado, por exemplo produtos a base de permetrina e piretrina são mais seguros que a base de lindano.
E muitos especialistas recomendam repetir o tratamento entre 7 e 10 dias para garantir a cura.
Há também produtos à base de malation, que poderão ser prescritos quando a permetrina e piretrina não forem eficazes, porém esse medicamento possui álcool em sua formulação, por isso não é recomendado para crianças com menos de 2 anos.
De um modo geral, independente do produto que for utilizado para combater a infestação por piolhos é importante verificar para qual idade ele é indicado e nunca exceder a quantidade recomendada para cada aplicação.
 
Só iniciar o tratamento com xampus recomendados quando tiver certeza da existência de piolhos, pois muitas pessoas confundem os ovos das lêndeas com caspa, areia e até poluição, e isso poderá expor desnecessariamente a criança a pesticidas.
Outra questão bastante importante é compreender a importância das medidas não farmacológicas no tratamento desta infestação.
Atualmente existe uma grande preocupação com a resistência aos xampus químicos e a exposição repetida de crianças a substâncias químicas fortes, por isso a remoção diária de lêndeas do cabelo da criança com um pente é uma excelente medida de controle.
 
Piolho na creche, o que é importante saber?
 
* Não utilizar receitas caseiras para combater piolhos na cabeça das crianças, pois estudos apontaram que receitas caseiras pouco fizeram para matar piolhos e lêndeas e ainda aumentaram o risco de infecção pela bactéria Staphylococcus aureus.
* A lavagem com xampu ou sabonete convencionais, não matam os piolhos e as lêndeas.
* Em contato com a água os piolhos fecham as suas vias respiratórias e se agarram firmemente ao cabelo.
* Se as lêndeas não forem totalmente retiradas, uma nova infestação irá acontecer.
* Raramente será necessário o corte do cabelo.
* Piolho não voa nem pula, mas por ser leve pode ser conduzido pelo vento, no entanto é o contato típico entre as crianças no ambiente escolar que permite a reprodução com facilidade deste inseto.
 
Como prevenir a infestação por piolhos:
A Academia Americana de Pediatria (AAP), reconhece que não há uma medida infalível no combate ao piolho, principalmente porque as crianças entre em contato cabeça-a-cabeça uma com a outra com frequência, no entanto o pediatra e homeopata Dr. Moises Chencinski de São Paulo destaca:
 
“O banho diário não é uma prevenção eficaz. Os insetos podem sobreviver submersos em água por 20 minutos, e os seus ovos, que se colam aos fios de cabelo perto do couro cabeludo, são impermeáveis até mesmo para pesticidas químicos. Uma abordagem mais eficaz, embora não uma forma de evitar todos os casos, é uma vigilância regular por parte dos pais para detectar e tratar primeiras infestações, evitando, assim, a propagação de outras”.
 
* Rigorosa inspeção no couro cabeludo deverá ocorrer para ter certeza que o problema foi solucionado.
* Uso diário de pente fino é uma medida eficaz de controle.
* Familiares e pessoas próximas, devem ficar atentos aos sintomas e realizar a inspeção no couro cabeludo.
* A escola também deverá ser avisada, para a realização de programas de orientação sobre o assunto.
* Evitar que haja o contato de objetos da criança infectada com outras crianças sem a infestação.
* As roupas de cama e de banho deverão ser lavadas e passadas com ferro quente, trocas deverão ser diárias até a solução do problema.

Fonte: Creche segura

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