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A importância do “brincar” na vida da criança

Por: Administrador

Publicado em 19/12/2019 às 03:28h

Post Curiosidades

As crianças fazem melhor quando se sentem melhor. E o brincar o faz se sentirem melhor”Jane Nelsen

As crianças precisam brincar como precisam respirar. Sozinhas, umas com as outras e com seus pais. Não precisa ser nada elaborado ou complicado, não precisa ter uma lição planejada por trás, porque a brincadeira ensina e ajuda a desenvolver inúmeras habilidades de vida por si mesma, seja pular em poças d'água, fazer castelos na areia, dar comida ao bicho de pelúcia, jogar um jogo de tabuleiro ou brincar de pega-pega.

Dê oportunidades para que seu filho brinque e explore e brinque você também com ele pelo menos 15 minutos por dia, com atenção de qualidade, com conexão. Vai fazer muito bem pra vocês dois!

Confira abaixo alguns trechos da maravilhosa entrevista da Dra. Jane Nelsen à Pat Camargo, do @tempojunto, sobre a importância do brincar.

Então, se a brincadeira representa tudo isso, porque é difícil para os pais “abraçarem” o brincar na primeira infância, em lugar de focar na aquisição de conteúdo? Eu perguntei à Jane.

“Eu acho que é porque eles (os pais) não compreendem (o valor da brincadeira). Todas as pesquisas mais atuais nos falam sobre o desenvolvimento do cérebro das crianças na primeira infância e traduzimos isso geralmente para uma paternidade que pressiona demais os filhos. O que fere a auto-estima das crianças”.

O cérebro se torna muito rígido (contrário de plasticidade) quando não se brinca. E as crianças não entendem que podem cometer erros. “Há muita pressão pelo resultado, o que realmente fere sua auto-estima. E os pais fazem isso porque eles pensam que estão fazendo em nome do amor”, sugere Jane.

“Eles realmente acreditam que estão ajudando seus filhos, pressionando-os. E isso acontece porque muitos pais têm medo de não fazerem direito e deixar os filhos cometerem os mesmos erros que eles cometeram”, explica, retomando a teoria da paternidade que vem do amor ou do medo.

“Entretanto, temos realmente que permitir que nossos filhos cometam seus próprios erros, com o sentido do brincar”.

Dentro da Disciplina Positiva, uma das ferramentas é mostrar aos filhos que o erro é legítimo e não recriminável. E que errar é uma oportunidade de aprender. Ao proporcionar o brincar, as crianças podem testar, descobrir e cometer erros de uma forma leve e construtiva. A mesma brincadeira permite que a criança aprenda com o erro e elabore alternativas para ser mais bem sucedido de uma outra vez. E no brincar não há julgamentos.

(...)
Legal. Bonito. E como se pratica isso? Novamente, não vou me estender nas ferramentas da Disciplina Positiva. Mas no quanto a brincadeira, permitir o brincar e brincar com seu filho traz de benefícios dentro desta metodologia.

“Para mim, e estamos falando sobre vínculo, no sentido de pertença e de significância/importância. E para mim, vínculo é amar. Por meio da brincadeira, trazemos este vínculo”, conta Jane Nelsen.

“E a brincadeira é uma opção quando explico, por exemplo, nos meus treinamentos, sobre “tempo de calma” positivo. Qual a razão de, em lugar do castigo, ou do cantinho de pensar, você convidar seu filho para sentar e jogar um jogo com você, num momento de raiva, aborrecimento ou de falta de controle emocional dos filhos?”, se pergunta e especialista (e eu me pergunto também).

O jogo pode ajudar a acalmar, focar e até esclarecer a situação primeira do aborrecimento ou da birra.

“Fazer esta conexão pelo brincar para ajudar seu filho a se acalmar não significa mimá-lo, não significa que você está deixando que ele consiga o que ele queria com a birra”, conta Jane. Ela tem toda razão.

Uma outra frase da Disciplina Positiva muito propagada é : “De onde tiramos a ideia maluca que para uma criança fazer melhor as coisas, nós precisamos antes fazê-la se sentir pior”. “Isto é loucura”, reforça Jane, “Porque as crianças fazem melhor, quando eles se sentem melhor. E brincar as fazem se sentir melhor”.

Na opinião da autora, brincar é uma das melhores formas de você se conectar com seu filho. Ajudá-lo.
E isso também significa que você permite que seu filho se sinta seguro do ponto de vista neuropsicológico. Uma mente, um cérebro seguro não precisa cair no estresse tóxico, no alerta constante. Desta forma, o cérebro fica livre para aprender. “E eles podem aprender muito mais quando eles se sentem melhor”, Jane completa minha teoria.

(...)
“Na Disciplina Positiva não chamamos só de brincar, mas chamamos de relaxar, de se sentir seguro, de ter prazer com a vida. E quando as crianças estão neste estado de espírito, elas são capazes de aprender mais. Então é um brincar conectado. Há 45 anos, quando eu ensinava sobre desenvolvimento infantil já havia pesquisas sobre a importância da brincadeira. É ferir significativamente auto-estima das crianças, quando elas entram em creches e são pressionadas a trabalhar e aprender matemática ou a ler. Mas a maioria destas pesquisas estão enterradas em revistas acadêmicas”, começa Jane a me responder.

E ela continua. “E no campo da pesquisa, ao investigar a diferença entre crianças vão para creches ou ensino infantil num ambiente brincante, e as que não têm esta oportunidade, a conclusão é que brincar ajuda a desenvolver melhor o cérebro das crianças”.

A entrevista completa pode ser conferida no site do Tempo Junto: https://www.tempojunto.com/2019/05/22/disciplina-positiva-cinco-respostas-sobre-como-inclui-la-na-sua-rotina-brincante/

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