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As pequenas mentiras que contamos para as crianças (e porque deveríamos parar com isso agora!)

Por: Administrador

Publicado em 20/08/2018 às 13:49h

Post Dicas

*Por Vanessa Lima.

Você já reparou que é muito fácil mentir para as crianças? Se não prestarmos atenção, vira algo quase rotineiro. Quem nunca disse frases como:

- Na volta a gente compra.

- Não vai doer.

- Não foi nada.

Encontrar o equilíbrio não é fácil. Também não podemos fazer daquilo um acontecimento. Até porque quem convive com crianças sabe que o drama dos pais diante de uma queda ou de um machucado pode aumentar o susto, o choro e o sofrimento dos filhos, mais do que o próprio machucado em si. O que eu questiono é a necessidade de mentir.

Sei que na correria do dia a dia, é quase impossível explicar tudo, mas algumas palavrinhas simples podem ser acrescentadas a esse nosso discurso pronto e fazer com que eles não sejam mais classificados como mentirinhas.

E se você explicar, por exemplo, que a vacina vai doer um pouquinho, sim, mas que é rápido e antes do que ela imagina a dor vai passar e que você vai estar ali, segurando a mão dela o tempo todo? E se quando seu filho se machucar você disser algo como: "Está doendo, não é? Vamos cuidar disso e vai passar".

Promessas que parecem simples, mas que você não vai cumprir, também me deixam incomodada. "Se você for comigo para casa, vou te dar um chocolate, quando chegarmos lá"; "Olha, lá no consultório do médico, vai ser divertido. Sabe quem vai estar lá? Aquele personagem do desenho que você mais gosta". Penso que, aos poucos, essas mentirinhas, que não são ditas por mal e que têm as melhores intenções, podem interferir na relação de confiança que criamos com nossos filhos. Aos poucos, as crianças crescem e concluem: "Poxa, meu pai ou minha mãe fala coisas que, no final, nunca acontecem. Por que devo acreditar, então?". Às vezes menosprezamos o que acontece na infância, especialmente nos primeiros anos de vida, mas não sei não... Será que tudo isso não vai ficando armazenado ali, em algum cantinho do cérebro?

 

FONTE: https://revistacrescer.globo.com*

 

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