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Desenvolvimento Infantil - Dos 2 aos 3 anos: Satisfações da autonomia e resistência às frustrações

Por: Administrador

Publicado em 19/05/2019 às 14:06h

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Entre os dois e os três anos de idade ocorrem aprendizagens fundamentais na vida das crianças que impactam profundamente sua autonomia, sua autoimagem e a relação com os pais. Vamos descobrir mais sobre elas na continuação de nossa série sobre desenvolvimento infantil?

A partir dos dois anos de idade, as habilidades motoras vão se tornando cada vez mais refinadas e desenvoltas. O engatinhar e os primeiros passos gradualmente transformam-se numa marcha consistente até que, com cerca de três anos, a criança seja capaz de correr, pedalar, chutar uma bola e ficar em um pé só. As quedas serão muito frequentes no começo e isso é absolutamente natural. É apenas a partir de tentativas consecutivas que a criança conseguirá descobrir mais a respeito do funcionamento do próprio corpo e de como manter o equilíbrio. Por meio dessas experiências de cair e de levantar, serão vivenciadas sensações de extrema satisfação e também de frustração e ansiedade. É importante que a criança crie recursos emocionais e físicos para aguentar tanto as conquistas quanto os desafios.

Outro marco de autoconhecimento e de crescimento que começa a se desenvolver a partir, aproximadamente, dos dois anos é a capacidade de controlar os esfíncteres. É preciso que os adultos ajudem nesse momento, perguntando com maior frequência se a criança está com vontade de ir ao banheiro e indicando a ela quais são os sinais aos quais precisa prestar atenção para que identifique essas necessidades. Muitas vezes esse processo é bastante angustiante para os cuidadores, o que repercute na criança. É fundamental que os ritmos sejam respeitados para que o processo ocorra sem ser grande fonte de ansiedade.
A linguagem é outro aspecto que costuma desenvolver-se bastante entre os dois e os três anos. Com um ano a criança já é capaz de compreender grande parte do que escuta. A partir dos 18 meses a maioria dos pequenos começa a arriscar as primeiras palavras, que são usadas como frases. Assim “bola” significa “quero brincar com a bola”. Conforme o tempo passa, o vocabulário se amplia, a pronúncia evolui e a comunicação oral torna-se mais complexa. Com três anos boa parte das crianças já consegue construir frases simples. Vale lembrar que a comunicação não-verbal não deixa de ser importante e é necessário atentar para a postura corporal, expressões faciais, tipo de contato físico e outras manifestações.
Será preciso ter bastante paciência nessa etapa e, ao mesmo tempo, deixar os limites claros. A criança vai pedir por muita atenção exclusiva e qualquer um que se interpõe entre ela e seu cuidador será visto como obstáculo, tornando-se alvo de ódio. Isso ocorrerá inclusive com outros adultos com quem ela possui uma relação amorosa. A agressividade também aparecerá como forma de autoafirmação da própria personalidade. Apesar desses rompantes de raiva, os adultos também serão tomados como modelos e objetos de amor. Sentir que eles aguentam as atitudes destrutivas, mas impõem limites a elas é fundamental. Assim a criança se sentirá protegida, percebendo que certo grau de violência não será tolerado nem vindo dela, nem direcionado a ela.
Todas essas conquistas e desafios são cruciais para que a criança adquira maior autonomia. É um momento de passagem da fase de dependência absoluta para a aquisição de certo grau de independência e, portanto, uma etapa de constituição da própria subjetividade. Isso é fonte de muitas emoções e medos, o que muitas vezes leva a reações extremas de descontentamento ou euforia. Permitir que a criança explore e faça coisas por si só cumpre um papel importante na construção de sua autoconfiança, porém ela ainda precisa de muito apoio e disponibilidade dos adultos, que devem inclusive zelar por sua segurança.

Fonte: Laboratório de Educação https://labedu.org.br/

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